domingo, 24 de julho de 2011

Amy Winehouse

Assisti à notícia da morte da cantora Amy Winehouse sem nenhuma surpresa. Já fazia algum tempo que ela demonstrava em seus shows a insatisfação com alguma coisa. Sua morte já estava anunciada, só à espera do tempo. Como uma pessoa que consegue se expressar tão bem em suas músicas, não consegue conviver com sua própria vida e recorre às drogas?

Aprendi a admirar a Amy por sua voz, pela melodia e letras de suas músicas. Já faz tempo que separo a obra da vida do autor. Reconheço a contradição, mas não encontro outra justificativa.  Todos sabem os efeitos devastadores das drogas e das misturas com o álcool. Isso é diariamente divulgado e as pessoas continuam a desafiar os limites do próprio corpo. 

Não posso deixar de relacionar com os inúmeros acidentes de trânsito provocados pelos excessos com o álcool. Sem fazer apologia à vida perfeita, sem altos e baixos, sem se permitir algumas vezes fazer algumas loucuras, mas sem, também, pensar no retorno, nas pessoas que nos amam e dependem de nós. É preciso se amar mais, se curtir, se respeitar.

Pobre Amy! Rica em tantas coisas desejáveis pela maioria das pessoas, mas pobre de esperança. Que agora, talvez, ela encontre conforto.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Carta de Abrahan Lincoln

Às vezes ainda questiono a minha função na sala de aula, isso mostra que estou viva e promovo o pensamento. Aproveitem a leitura!


CARTA DE ABRAHAN LINCOLN  AO PROFESSOR DO SEU FILHO:
 
"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."
Abraham Lincoln, 1830

Pelo dia do amigo

Recebi essa mensagem de uma amiga muito querida. 

"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril. (Fernando Pessoa)"

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Novas velhas leituras

Acho ótimo que os clássicos estejam disponíveis on-line. Torna-os mais atrativos para esse pessoal com mania de internet. Particularmente prefiro o papel, ainda não me acostumei com a leitura virtual. Mas aí está mais uma sugestão de leitura. Ler o original é sempre melhor que as versões de filmes e peças de teatro.

Pensando nisso deixei o link do Dom Casmurro e a trilha da série Capitu. Boa leitura!

Textos e mais textos

Escrever é sempre um desafio: transmitir o que se pensa de forma clara e ao mesmo tempo satisfazer a curiosidade do leitor. Nem todas as pessoas estão preparadas, por isso a melhor forma é aprender a fazer leituras diferenciadas. Quanto mais você lê, mais exercita sua capacidade de interpretação. Com o tempo passa a perceber que o texto possui um ritmo próprio, o que o diferencia dos demais. 

A leitura por si só não ensina a escrever, ensina a admirar textos. Muitas leituras dão base a novos textos, formando uma rede de conhecimentos, de memórias, de sensações. Assim como a leitura, o hábito de escrever é lento e gradual. A escrita se aprende na prática, no exercício quase que diário de encontrar palavras, histórias, motivos para escrever.

Uma maneira de auxiliar nesse exercício é criar roteiros de escrita. Existe um roteiro para cada tipo de texto. O desafio do momento é estimular os alunos a escrever resumos observando os elementos da narrativa, pois estavam acostumados a recontar histórias com as próprias palavras e a fazer leituras lineares do texto. Para isso usei o filme "Antes que o mundo acabe". Os alunos de 6ª série fizeram resumos e os de 8ª série estão trabalhando a resenha. O resultado é razoável, mas já conseguiram se organizar melhor que nos textos do 1º trimestre.


Apresentação de resenha 8ª série - turma 81

Apresentação de resenha - 8ª série - turma 82
Volto a repetir, só se aprender a escrever, escrevendo. Isso depende das leituras que se faz e do exercício diário da escrita. Não tenho a pretenção de formar escritores, mas autores de suas histórias, pessoas com texto próprio, o que nos dias atuais já é um avanço.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Nossas leituras

Quem diria... somos o resultado das leituras diárias que fazemos. Engana-se que acredita que as leituras são formais, paradas e sem vida. Lemos a todo instante, de diversas formas e além das palavras; lemos situações, circunstâncias, imagens, fisionomias, comentários, julgamentos, estatísticas, problemas...

Com certeza a lista é grande! E o que fazemos com tudo isso? Aprendemos a encontrar soluções, saídas, alternativas; avaliamos se é possível fazer o que estamos pretendendo, a viabilidade das ações, com isso traçamos estratégias para vencer os desafios que encontramos. Tudo isso através da leitura.

Para uma pessoa que esteja iniciando, talvez não faça muito sentido toda essa conversa, talvez porque ainda não consiga ler além das palavras. Por isso esse convite: leia, leia sempre, a toda hora, saboreie as palavras, busque novos significados, construa seu inventário de leituras e divulgue-as, afinal que graça tem achar uma pérola sem compartilhá-la?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Escrever sempre que necessário

Não temos mais tempo para conversar. Passamos mais tempo ocupados em cumprir prazos e tarefas que perdemos a parte mais rica da vida: compartilhar!
Posso dizer-lhe: bem-vindo ao mundo adulto, mas acho melhor inaugurar mais um espaço onde poderemos pensar no coletivo, quase em voz alta.

Venha e escreva sua vida, suas vontades, emoções e atividades. Compartilhe suas leituras e escritas e observe algumas coisas que temos em comum.