segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Antes que o mundo acabe

Acho que o cinema contribui muito para formar opiniões sobre um assunto. Isso não significa que deva ser favorável. Com eles aprendemos a expressar as opiniões sobre as abordagens. O filme auxilia a montar o imaginário, colabora para a composição visual das imagens. Deve ser por isso que a maioria dos meus alunos prefere o filme ao livro. Não é o meu caso, prefiro os livros, porque posso montar minhas próprias imagens, imaginar as pessoas, as situações, os lugares, mas não posso negar o quando os filmes me ajudam a ensinar. 

Assistimos em aula à produção gaúcha "Antes que o mundo acabe". Um passeio pela adolescência! Observamos as variações de humor de Daniel, sua dificuldade em lidar com seus sentimentos, identificar seus pais, aceitar a irmã... Vejo nele a vontade de ser aceito e admirado pelo que faz, e principalmente saber o que quer fazer da vida. 


Num momento dificílimo de escolha profissional, Daniel passa a receber cartas de seu pai biológio, que vive na Tailândia e nunca havia entrado em contato. Essa aproximação modifica a forma como via as pessoas e suas histórias. Passa a montar as imagens, como um grande quebra-cabeça.

De certa forma, nossa vida é um grande quebra-cabeça, onde uma parte é completada por outra, formando um todo. Não somos pessoas fragmentadas, divididos em escola, trabalho ou família. Com o tempo aprendemos a lidar com nossas emoções e percebemos melhor as coisas. Deve ser isso que chamamos de amadurecer. 

video